O Grupamento de Defesa Ambiental de Guarujá realizou, na última quinta-feira (9), o resgate de dois filhotes de coruja-orelhuda em uma praça no interior do Condomínio Jardim Acapulco. Os agentes da Guarda Civil Municipal foram acionados através do setor de meio ambiente do loteamento depois de as aves serem descobertas sozinhas em solo.
Conforme a equipe que atendeu a ocorrência, as corujas apresentavam indicativos de susto, possivelmente devido à queda do ninho, mas não tinham ferimentos aparentes.
A decisão através do recolhimento das aves ocorreu depois de os guardas constatarem que não seria viável reconhecer o ninho original para a devolução imediata.
Além de tudo, a presença frequente de animais domésticos na área da praça representava um risco à integridade dos filhotes, que ainda não possuíam plena capacidade de defesa ou voo.
Para preservar a sobrevivência dos animais, a equipe técnica optou por removê-los do local para uma avaliação detalhada e cuidados especializados.
Reabilitação
Logo depois de o resgate, as corujas-orelhudas foram transportadas para o Orquidário Municipal de Santos, referência na área para o atendimento de fauna selvagem.
No local, os filhotes passaram a receber tratamento de uma equipe veterinária habilitada, que monitora o desenvolvimento das aves e assegura que elas ganhem peso e força necessários para a vida independente.
O objetivo final do manejo é a reabilitação completa dos animais. Assim que atingirem a maturidade necessária e demonstrarem comportamentos naturais de caça e defesa, as corujas necessitarão ser devolvidas à natureza em um ambiente seguro.
A espécie Asio clamator é conhecida pelos tufos de penas no alto da cabeça que lembram orelhas, sendo uma figura importante no controle biológico de pragas em regiões urbanas e de preservação.
Com informações do Diario do Litoral

